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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cromo para os "malhadores", ganho de massa e perda de peso?!


O cromo é um membro da tabela periódica com o símbolo Cr. É um mineral essencial para manter a saúde e tem muitos usos e aplicações no corpo humano.
Entenda a sua função no organismo:
A forma biologicamente ativa do cromo participa do metabolismo de glicose, aumentando os efeitos da insulina . A insulina é secretada por células especializadas no pâncreas em resposta ao aumento nos níveis sanguíneos de glicose, como após uma refeição. Insulina se liga à receptores na superfície das células, o que ativa os receptores e estimula a captação de glicose pelas células. Através de sua interação com receptores de insulina, a insulina fornece células com glicose para a energia e evita níveis de glicose no sangue de tornar-se elevados. Além de seus efeitos sobre metabolismo de carboidratos (glicose), a insulina também influencia o metabolismo de gordura e proteína. A diminuição da resposta à insulina ou diminuição da sensibilidade à insulina pode resultar em intolerância à glicose ou do tipo 2 diabetes.

Durante o exercício o cromo é mobilizado de seus estoques orgânicos para aumentar a captação de glicose pela célula muscular, mas sua secreção é muito mais acentuada em presença de insulina. Um aumento da concentração de glicose sanguínea induzida pela dieta estimula a secreção de insulina que, por sua vez provoca maior liberação de cromo. O cromo em excesso no sangue não pode ser reabsorvido pelos rins, logo é excretado na urina. É muito comum observar níveis aumentados de cromo na urina após grande ingestão de carboidratos, principalmente simples.

Exemplo de alimentos com altos níveis de cromo são: feijão verde e grãos integrais, oleaginosas, aspargos, cogumelos, ameixa, carnes, vísceras, leguminosas e vegetais

Estudos 12 de 15, apontam que o cromo pode ser benéfico para aqueles com intolerância a glicose ou melhor chamado, de diabetes tipo 2. Muitos pesquisadores acreditam que o cromo afeta o colesterol, reduz o mau e mantém em equilíbrio o bom colesterol. Outros benefícios do cromo incluem a perda de peso e aumento da massa muscular.

O interesse em colocar o cromo como suplemento dentro do meio esportivo é que ele poderia estar favorecendo a via anabólica através do aumento da sensibilidade à insulina que por sua vez estimularia a captação de aminoácidos e consequentemente a síntese protéica. Isto levaria a um aumento do componente corporal magro por ganho de massa muscular. Ainda existe a especulação de um efeito lipolítico causado pelo cromo, porém os resultados de estudos em humanos ainda são muito controversos, mas podem ser validados pelos estudos em animais. Rubin et al.  também observaram em seu estudo que o aumento da absorção de cromo, estimulado pelo exercício, aumentou o percentual de massa magra e diminuiu o percentual de gordura corporal em 16 semanas de treinamento de resistência, melhorando também a resposta à insulina mediante ao conteúdo de glicose plasmática (aumentou a sensibilidade à insulina).

A maior parte dos efeitos causados por esses suplementos durante a atividade física ainda não está totalmente elucidada na literatura, bem como seus efeitos colaterais.

Vários estudos de corredores do sexo masculino indicaram que a perda urinária de cromo foi aumentada em exercícios de endurance, sugerindo que as necessidades de cromo pode ser maior em indivíduos que se exercitam regularmente.

Absorção de cromo é aumentada em animais, quando administrado ao mesmo tempo, como a vitamina C. Em um estudo de três mulheres, a administração de 100 mg de vitamina C, juntamente com 1 mg de cromo resultou em níveis plasmáticos mais elevados de cromo de 1 mg de cromo sem vitamina C.

Cromo está disponível como um suplemento em várias formas: cloreto de cromo, nicotinato, picolinato de cromo e alto cromo levedura. Estes estão disponíveis como stand-alone ou em suplementos de produtos combinados. Doses normalmente variam de 50 a 200 mcg de cromo elementar. Nicotinato de cromo e cromo picolinato pode ser mais biodisponível do que o cloreto de cromo. Em grande parte das pesquisas sobre a tolerância à glicose e tipo 2 diabetes , picolinato de cromo foi a fonte de cromo. No entanto, algumas preocupações foram levantadas sobre a segurança a longo prazo da suplementação de cromo picolinato.
           
Durante o exercício o cromo é mobilizado de seus estoques orgânicos para aumentar a captação de glicose pela célula muscular, mas sua secreção é muito mais acentuada em presença de insulina. O aumento da concentração de glicose sanguínea induzida pela dieta estimula a secreção de insulina que, por sua vez, provoca maior liberação de cromo. O cromo em excesso no sangue não pode ser reabsorvido pelos rins, sendo, conseqüentemente, excretado na urina. É comum observar concentração aumentada de cromo na urina após grande ingestão de carboidratos, principalmente na forma de açúcares, Clarkson PM, 1997.

O objetivo de se sugerir o cromo como suplemento alimentar, voltado para o esportista, não decorre apenas da preocupação da ocorrência de deficiência orgânica, mas principalmente porque o cromo pode favorecer a via anabólica por meio do aumento da sensibilidade à insulina, que, por sua vez, estimula a captação de aminoácidos e, conseqüentemente, a síntese protéica, aumentando a resposta metabólica adaptativa decorrente do próprio treinamento. Este fato pode acarretar em aumento do componente corporal magro devido ao ganho de massa muscular. Ainda existe a especulação de um efeito lipolítico causado pelo cromo, porém os resultados de estudos em humanos ainda são controversos. Por outro lado, a suplementação de cromo pode auxiliar no controle da glicemia de indivíduos diabéticos engajados em atividade física.

Hallmark et al. suplementaram 200 µg/dia de picolinato de cromo em indivíduos sedentários por 12 semanas com programa de treinamento de resistência 3 vezes por semana. Esses autores encontraram que a suplementação de cromo auxiliada pelo treinamento não aumentou significativamente o conteúdo de massa muscular ou reduziu o percentual de gordura corporal. O ganho de força foi igual para ambos os grupos (suplementado _ 24% e placebo _ 33%) indicando que as alterações observadas resultaram somente do treinamento. A excreção de cromo urinário foi maior no grupo que ingeriu o picolinato de cromo.
Durante 24 semanas de suplementação de 400 µg/dia de picolinato de cromo em nadadores resultou em uma perda de massa gorda da ordem de 4,6% com decréscimo de 6,4% na porcentagem de gordura corporal e ganho de massa magra de 3,3% que ocorreu entre a 12º e a 24º semana. Os autores deste estudo sugerem tempos mais prolongados assim como dosagens maiores para que alterações significativas na composição corporal possam ocorrer.
Em outro estudo 16 semanas de suplementação de 400 µg/dia de picolinato de cromo não foram suficientes para alterar a composição corporal de indivíduos ativos também submetidos à exercícios aeróbios moderados, 3 vezes por semana de no mínimo 30 minutos. Os autores argumentam que de acordo com a literatura os resultados efetivos da suplementação de cromo deve ocorrer com exercícios os quais possuam maior componente anaeróbio.
        Grant et al. observaram que a administração de cromo sem programa de treinamento ocasionou ganho de peso em mulheres obesas, enquanto que, quando esse suplemento era conjugado com atividade física ocorria perda significativa de peso e menor secreção de insulina em resposta a quantidade de glicose sanguínea em 9 semanas de experimento. Esses autores sugerem que altas dosagens de cromo (400 µg/dia) não devem ser administradas isoladamente, principalmente para indivíduos obesos ou com tendência à ganho de peso. A suplementação deve estar sempre associada à programas de treinamento e pode ser mais efetiva em casos de pessoas diabéticas, diminuindo os fatores de risco gerados pela hiperglicemia. 

dicas pelo twitter @FernandaTirone

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